MicroeletrônicaArtigo··por Denis Viana (DV)

Do RTL ao GDSII: o fluxo de projeto de um circuito integrado

Um mapa em linguagem simples das etapas que transformam código Verilog em um layout pronto para fabricação.

Projetar um circuito integrado digital é, em essência, transformar uma descrição de comportamento em formas geométricas que uma fábrica consegue gravar no silício. O caminho tem etapas bem definidas.

As etapas do fluxo

  1. RTL. Você descreve o hardware em Verilog ou SystemVerilog: registradores, lógica combinacional e máquinas de estado.
  2. Simulação e verificação. Testbenches confirmam que o RTL faz o que deveria, antes de gastar tempo com o resto.
  3. Síntese lógica. A ferramenta converte o RTL em portas lógicas de uma biblioteca de células (a netlist).
  4. Floorplan e placement. Define-se o tamanho do chip, onde ficam os blocos e onde cada célula é posicionada.
  5. Árvore de clock (CTS). O sinal de clock é distribuído de forma equilibrada para todos os registradores.
  6. Roteamento. Os fios metálicos conectam as células.
  7. Verificação física e de timing. Checagens de regras de projeto (DRC), de equivalência entre layout e esquema (LVS) e de tempo (STA).
  8. GDSII. O arquivo final com as camadas geométricas que vai para a fabricação.

Para praticar

Existe um fluxo aberto completo que roda desse RTL até o GDSII: o OpenLane, que se apoia no PDK SKY130 da SkyWater. É uma forma gratuita de percorrer todas as etapas acima com um projeto pequeno, como um contador ou uma máquina de estados.

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